segunda-feira, junho 11, 2012

Não me sinto reles quando sonho, apenas a minha pele queima porque os teus beijos fazem-na arder, um sopro tão quente que o sol até cai e a manhã não chega e nunca chegará. Somos a noite, somos fervor, somos tudo o que quisermos, até um mistério que perfura a solidão e encontra sorrisos além da compreensão mundana. Nunca ninguém saberá quem somos, o que somos, o que fizemos e o que faremos. Nunca ninguém viverá ao nosso redor, falará connosco ou nos tocará. Não nos interessam as outras cores, tal como não nos interessa a manhã que nunca chegará. As carícias... sim... sim... sim...

- Promete-me uma coisa...
- O quê?
- Quando eu morrer, não chores.
- Porquê?
- Quero viver dentro de ti...
- Mesmo que eu chore, viverás dentro de mim.
- É que, mesmo que eu seja cremado, o mundo terá o meu corpo. Quero é que o meu espírito consiga agarrar-se ao teu, que nunca se afaste. Teria uma infinidade de tormentos por não saber onde estarias, por perder o amor que tanta felicidade me deu enquanto vivia.
- Nunca deixaria o teu espírito se afastar de mim! As minhas lágrimas seriam de dor por não te poder tocar mas de alegria por sempre te sentir.

Porquê a alma não se escoa por eu tanto escrever?
Talvez porque a alma não seja um lago mas um universo...
Enquanto procuro, outros descobrem...
Enquanto sorrio, outros choram...
Enquanto sonho, outros morrem...
Enquanto nos beijamos, não há universo mais belo do que o nosso...
A corrosiva imponência das palavras na boca de um poeta que morde, que rasga o silêncio com o arejar de madrugadas e penetra a fogosa sensibilidade de uma bela mulher...
Tantas esperanças passaram pelos meus olhos, queimaram a minha alma como se esta fosse de empréstimo.
Pensei demasiado, senti demasiado, sorri demasiado, chorei demasiado, caminhei mais do que algum dia pensava poder fazer.
Tantas personagens de outras histórias olham para mim como se eu fosse um renegado.
Não têm mais nada para fazer?
Se caminho e não lhes dou importância, pensarão que sou louco?
Não me importo!
Apenas escrevo, voo e vivo...
Sim, quero fazer mais do que sofrer!

segunda-feira, abril 09, 2012

- Blarghhhh
- Hey? Why did you say that?
- Blargh is my way of saying that I don't like!
- That's a very strange way of saying it.
- No, it isn't.
- Yes, it is. You could just say that you don't like.
- Yes, I could but it wouldn't express that I really don't like.
- Well, you could just say that you really don't like.
- Yes, I could but I really, really don't like.
- Why you really, really don't lik...e? Don't you want to get married?
- Well... ehhh... Yes... Yes!
- So?
- I just don't like that your father is pointing a gun at me...

sexta-feira, abril 06, 2012

Finalmente uma promessa arrepiada!
Atingi-a com o meu bafo quando a dor a mutilou...
Não sei quanto tempo queimou nem me interessa se das cinzas algo nasceu, apenas sorri e caminhei, a dura prova ficando para trás...
Amá-la?
Não sei se posso, mais parece uma prisão onde a miséria gargalha, onde a felicidade não quer entrar, onde parece que estou a mais...
Que não me considerem impecável!
Sou, por vezes, demasiado intratável para prestar para alguma coisa do que uma amena cavaqueira sobre os prós de um beijo.
Dado, não roubado, como já me aconteceu, uma noite que perfumou a minha alma com a loucura, que fez-me virar a alma num ângulo de 90º. Sorri, oh sorri por tudo que é belo, expressei-me em mensagens apaixonadas e apalermadas, respirei como nunca antes o fiz e vali-me de um inquieto charme pouco tempo atrás não descoberto.
Ainda me sinto abismado, capaz de me deliciar com a escrita mais estranha, mas, perguntarão, com menos sede?
Dizer que sim seria a pior mentira de um louco!
Enquanto o sono não vem, surgem-me desejos que são rasgos de tantas cores apanhadas pela mortalha da noite onde a minha língua desenha um rio de sinuosidades ofegantes nas tuas coxas. Sem nada a perder, enfio-me e grito-te como se um mundo quisesse vir, aberrante, tempestuoso e inquieto. Os teus olhos dançam como satélites à volta da terra e enrolas-te em mim como serpente afogada pelo fogo. Sem te pedir, contas histórias entre os gemidos, falas do prazer, soltas-te no futuro... ´
Ah! Idiotices! Nada me prometas! Nada me prometas!
As palavras de nada valem, são lâminas enferrujadas pelo momento que já caiu! O que importa é o que agora nos une, esta ponte que ainda não ruiu...

quinta-feira, março 15, 2012

Loucuras

Um pouco de mim corre nas tuas veias, um pouco de mim sangra no inferno, tudo porque ainda me lembro do paraíso mas vivo num lugar onde a incúria é veneno.
                Arrepiado, inconstante e, mesmo assim, feliz por amar e praguejar, voo com apenas uma asa, a outra tendo caído quando deixei de ser inocente. É por isso que me vêem atartamelado e as minhas palavras são ecos disformes de tudo o que navega na alma… Sim, são disformes porque nunca sei traduzir da melhor maneira o que é criado dentro de mim.
                Se estou calado e pensativo é porque me sinto longe da pálida realidade que não sabe convencer e disserto comigo mesmo sobre todas as ilações e hipóteses. Se aparento estar feliz, conquistado pela dissonância da ebriedade, acredita que uso uma máscara que confunde porque não quero pensar em algo mais do que o momento.
                Não sei se algum dia o que tenho desabará, se cometerei o erro de demonstrar que não sou assim tão certo, que a minha alma e o meu coração lutam contra a minha mente e o meu corpo. Várias vezes, são estas últimas essências que ganham, tal como a minha solidão ao esbracejar vitória e eu, dilacerado, culpo-me pelas quedas, por nunca aprender a calar todas as dúvidas e baboseiras quando é o verbo mais valioso, aquele que deverei sustentar!
                Cabe à alma e ao coração ensinar a mente e o corpo a viverem…
                Cabe ao que resplandece, fazer com que o opaco deixe de transmitir a sua doença, abrir todos os lados com a virtude que é o conhecimento…
Se algum dia te reencontrar, acredita que não serei o mesmo.
                Afinal, sem ti, sem essa fragrância que tanto me conquistou como me defraudou, saberás que não tive outra opção a não ser morar num outro reino.
Poderei pintar o mundo de muitas cores, afinal, as palavras também têm esse dom. No entanto, a minha alma continua de preto...
Já me disseram que sou demasiado simpático...
Bem, de certeza que certas personagens dos meus livros irão discordar ;)

quarta-feira, março 14, 2012

Costumo ser menos vivaz de manhã, isso porque os sonhos me tiram toda a força, mas basta-me um sorriso, um só sorriso, e já voo...

terça-feira, março 13, 2012

Não temo a noite quando arde em mim a loucura do sorrir!
Tudo porque as sombras não existem!
Tudo porque a lágrima não acorda!
Tudo porque ouvi o riso dela e alegremente renasci!!!

Uma tempestade num copo de vinho (vídeo-arte)

O vídeo-arte completo, "Uma tempestade num copo de vinho", que esteve patente na exposição "Toma-te o vinho", concebida pelos Mad Space Invaders no Instituto do Vinho de 27 de Janeiro a 17 de Fevereiro. ^_^
Fotografias de Alexandra Dionísio.
Texto, declamação e vídeo de Jorge Ribeiro de Castro

Que vejam e dêem a vossa apreciação!!!

http://www.youtube.com/watch?v=iy06N8XLkB0

Quando se erra, pagamos...


– Não sei porque tiveste de fazer figura de parvo perante todas aquelas pessoas!
– Saiu-me…
– Caramba, um homem com a tua idade, a tua experiência e o teu cargo… Porque raios é que não pensaste antes de abrires a boca?
– Eu…
– É preciso ensinar-te tudo tin tin por tin tin outra vez? Já não aprendeste com os erros dos outros? Pensa antes de falares!
– Eu…
– Até o teu amigo que deveria ser ainda mais responsável foi-se queixar de que não tinha dinheiro para as despesas! Logo ele, com o cargo que tem, não tinha dinheiro para as despesas? Como é que ainda está vivo? Porque raios é que não pensou antes de abrir a boca? Homens… Vocês só pensam é com o car…
– Oh, não… Tu bem sabes que não…
– Não tenho tanta certeza disso. Afinal, vocês os dois já vieram com merdinhas. Todos estão a gozar e quem é que fica mal? Quem? Eu e a mulher dele!!! Não acredito que disseram o que disseram! Parece que estou a falar com um adolescente… E olha que já passei por isso estes anos todos… Tu és um pateta! Sinceramente, não sei como é que ainda te amo…
– Também te amo, minha florzinha. Vá lá, perdoa-me…
– Não sei… Daqui a uns dias falamos…
– Mas…
– Preciso de estar só…
– Não posso dormir contigo?
– Já disse, preciso de estar só…
– Amorzinha, por favor, eu quero tanto dormir contigo… Prometo que não te toco, só quero estar na cama contigo…
– Já disse, estou chateada contigo e preciso de estar só por uns dias!!!
– Não… Por favor…
– Porra, Bunny, pára de chorar, não sejas piegas!!!

segunda-feira, março 12, 2012

Para os curiosos em relação à exposição "Toma-te o Vinho" no IVBAM, concebida pelos "Mad Space Invaders" e que decorreu desde 27/01/12 a 17/02/12, e aos poemas que declamei aquando da finissage. :D

http://www.youtube.com/watch?v=GBOZe4LScNE

Por caminhos arcanos errei (e-book)

O meu 4º livro, "Por caminhos arcanos errei", um romance de mistério, romance, suspense, tragédia e erotismo...
Download gratuito, comentários construtivos desejados!!!
 
http://www.mediafire.com/?aqz6cgpiq9b6u5p

O cortejo das virtuosas solenidades (e-book)

O meu 3º livro, "O cortejo das virtuosas solenidades", composto por 8 contos de mistério, romance, suspense, terror, tragédia e erotismo...
Download gratuito, comentários construtivos desejados!!!


http://www.mediafire.com/?v3b6d75usc4r1zb